quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Arte da 64 casas

O Marília Xadrez Clube gostaria de acrescentar todo apoio dado ao MXC nessa impreitada, são eles: Prefeitura Municipal de Marília, Secretaria Municipal de Esportes, FIAT OGATA, Quero Mais Salgados, UNIMAR, COMAUTO AUTO PEÇAS.... entre outros que nessa batalha vem nos proporcionando alegria e títulos para Marília!
Att,

Leandro Custódio
Presidente do MXC 



Marília Xadrez Clube faz um vice-campeão no II Aberto do Brasil de Maringá.
AA Leandro Custódio (Presidente do Marília Xadrez Clube)
 
Com 3 vitórias e 5 empates e apenas 1 derrotas (MF Alfeu Bueno)o mariliense  Luiz Eduardo Lemes Clemente de 29 anos foi vice-campeão na categoria sem rating FIDE. Clemente teve um bom desempenho no evento, mantendo a regularidade nos 5 dias, somando 5,5 pontos em 9 possíveis terminando na 51ª posição dentre 251 jogadores e jogadoras de vários lugares do país. Ressaltando que este foi o maior evento enxadrístico nacional deste ano com a participação de 4 bandeiras estrangeiras ( Paraguai, Argentina, Servia, e EUA) somando-se a 4 GM´s (Grande Mestre) ;  4 MI´s (Mestre Internacional) 11 MF´s ( Mestre FIDE) 2 WFM (Mestra FIDE) 2 CM (Candidato a Mestre)   
Com uma organização impecável durante os dias 8 a dia 12 de Agosto Maringá foi palco de mais de mais de 700 partidas de nível excelente, onde podemos presenciar vários confrontos importantes, que acontecerão nas primeiras mesas que definirão a classificação final do torneio, que consagrou o GM paraguaio José Fernando Cubas, que em 9 partidas somou 8 vitórias consecutivas e apenas um empate na última rodada com o também GM brasileiro Krikor Mekhitarian.
Meus aplausos ao MF Jomar Egoroff diretor do Torneio, que nos recepcionou muito bem no torneio e manteve em todos os dias o padrão excelente de organização, também parabenizá-lo pela linda família que tive o prazer de conhecer. Aplausos também a equipe de arbitragem liderada por FA Pedro Mendonça Caetano, não havendo nenhum problema durante esses dias de evento, mantendo sempre o equilíbrio e o bom senso nas decisões.
Da minha parte cabe lamentar meu desempenho que dessa vez não foi dos melhores, iniciando bem e acabando mal, porém como professor fico consolado e muito feliz pelos resultados dos meus alunos e companheiros Chrystian Allan da Rocha que fechou seu bloco FIDE e agora é mais um brasileiro no ranking mundial, André Secco que por ser seu 1º torneio vez bom resultado e Luiz Clemente que trouxe pra nossa cidade de Marília mais um troféu pra hall de troféus do MXC.  
Não podendo deixar de elogiar o vice-campeão geral, o sem título, mas não menos forte, UMETSUBO que incrivelmente esteve sempre nas primeiras mesas fazendo 7,5 pontos em 9 possíveis ficando a frente de GMS, MIS e etc... Sem contar sua vitória sobre o GM Krikor e o empate sobre GM Matsura. Cesar UMETSUBO, se preparou muito para seus confrontos, quem acompanhou viu, como ele sempre esteve muito bem em todas as aberturas e no final de partidas. Espero, realmente, que está nova safra de jogadores: SUPI, Cassemiro, Proudian, Quintiliano, Alfeu Bueno e entre outros prodígios traga maiores glórias ao xadrez brasileiro que carece de glórias, vide que nem em casa a gente anda fazendo nosso papel. Mérito de Cubas. Democracia nas entidades, igualdade e popularização do xadrez nacional são princípios relevantes para aqueles que querem conduzir nosso esporte nos próximos tempos.  
 
Do xadrez feminino estou ainda mais convencido que em breve teremos a nossa 1ª WGM brasileira, Vanessa Feliciano demonstrou muita força em suas partidas, ficando com o título de campeã feminina do torneio. Eu, particularmente, pude acompanhar uma bela condução de final de bispo de cores opostas contra a figura Paulo Cesar Costa, o mais conhecido e sólido PCC. Congratulações Vanessa boa sorte em sua jornada!
Novamente parabéns a todos os participantes que para além de conquistas e tragédias só vocês podem proporcionar tamanho êxtase nestes 5 dias épicos de confronto e batalhas na arte das 64 casas.  
 
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sábado, 16 de junho de 2012

SHOW OPINIÃO


LEITURA DRAMÁTICA NA BIBLIOTECA DA UNESP



dia 19 de junho, terça-feira, às 17 horas: leitura de

Show Opinião, de Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes

Local: hall da biblioteca do câmpus 1 da UNESP de Marília

Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – fones 3402.1334/1335



Com o apoio do departamento de Filosofia e do programa de pós-graduação em Filosofia, a biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências, câmpus de Marília da UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, promove, durante todo o ano de 2012, um ciclo de Leituras Dramáticas.

O ciclo consiste em leituras abertas de peças teatrais brasileiras, realizadas mensalmente no hall da biblioteca, às 17:00.

Tem como finalidade divulgar, junto à comunidade acadêmica e ao público em geral, textos de teatro que, na segunda metade do século XX, buscaram pensar a política e a economia brasileiras em correlação com movimentos de esquerda de âmbito mundial.

As leituras são realizadas por alunos dos cursos de Filosofia, Pedagogia, Fonoaudiologia, Relações Internacionais e funcionários da administração desta unidade, sob supervisão da profª drª Ana Portich, do departamento de Filosofia da UNESP.



Ficha Técnica

Elenco
Aline Oliveira
Amanda Mendes
Deise Giovanini
Leandro Custódio
Luís Paulo
Milena Fraga
Renata Piovan
Toninho Oliveira

Direção das leituras

            Ana Portich

Participação da Orquestra Unespiana de Transgressões (OUT), sob direção de

           Lúcio Lourenço Prado



Show Opinião, de Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes

Após o golpe militar de abril de 1964, o teatro político no Brasil sofre um violento revés. Dramaturgos como Augusto Boal e Oduvaldo Vianna Filho, que haviam introduzido nos palcos brasileiros a questão do operariado associada às contradições do capitalismo, são duramente reprimidos e obrigados a tratar de política de modo apenas alusivo.

É neste momento que surgem espetáculos de protesto como o Show Opinião, que estreia no Rio de Janeiro em dezembro de 1964, sob direção de Boal. O roteiro foi elaborado em conjunto com os intérpretes das 20 e tantas músicas incluídas no show: Nara Leão (posteriormente substituída por Maria Betânia), Zé Kéti e João das Neves. Suas falas constituem depoimentos sobre a condição de cada um desses cantores, expondo um panorama da produção artística no Brasil e a necessidade de incorporar a arte popular ao mercado.

            Nesse sentido, o nacional-popular representaria um foco de resistência à ditadura militar. Entretanto, no Show Opinião a assimilação do nacional-popular à indústria cultural não é questionada, nem o sistema político-econômico que a embasa – o capitalismo. Paradoxalmente, este foi o modelo de teatro político que ficou para a posteridade, deixando à sombra o socialismo até 1964 defendido de modo tão conseqüente por autores como Gianfrancesco Guarnieri, como o próprio Vianinha e Augusto Boal.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar,


LEITURA DRAMÁTICA NA BIBLIOTECA DA UNESP

dia 15 de maio, terça-feira, às 17 horas: leitura de
A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha)
Local: hall da biblioteca do câmpus 1 da UNESP de Marília
Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – fones 3402.1334/1335

Com o apoio do departamento de Filosofia e do programa de pós-graduação em Filosofia, a biblioteca da Facudade de Filosofia e Ciências, câmpus de Marília da UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, promove, durante todo o ano de 2012, um ciclo de Leituras Dramáticas.
O ciclo consiste em leituras abertas de peças teatrais brasileiras, realizadas mensalmente no hall da biblioteca, às 17:00.
Tem como finalidade divulgar, junto à comunidade acadêmica e ao público em geral, textos de teatro que, na segunda metade do século XX, buscaram pensar a política e a economia brasileiras em correlação com movimentos de esquerda de âmbito mundial.
As leituras são realizadas por alunos dos cursos de Filosofia, Pedagogia, Fonoaudiologia e funcionários da administração desta unidade, sob supervisão da profª drª Ana Portich, do departamento de Filosofia da UNESP.

Ficha Técnica
Elenco
Aline Oliveira
Deise Giovanini
Herbert Barros
Leandro Custódio
Luís Paulo
Milena Fraga
Renata Piovan
Toninho Oliveira

Direção das leituras

            Ana Portich





A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha)
Desde 1958, quando pela primeira vez na história do teatro brasileiro a peça Eles não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, elege operários como protagonistas, o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho fazia parte do elenco do Teatro de Arena, que continuou a tratar do assunto em Revolução na América do Sul, peça de Augusto Boal representada em 1960.
No mesmo ano, Vianinha se desliga daquele grupo e apresenta sua peça A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar, em um teatro com capacidade para 2.000 pessoas. Enquanto o Teatro de Arena se voltava para um público mais reduzido, apresentando peças em pequenos teatros, Vianinha se dá conta de que falar sobre o povo trabalhador é falar para o povo. Esta iniciativa dará ensejo, em 1961, à criação do CPC da UNE, ou Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.
Nas peças anteriormente referidas, a questão do operariado foi abordada do ponto de vista de uma remuneração mais justa. A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar lida evidentemente com este conceito marxista: se o prolongamento da jornada de trabalho é revertido aos detentores do capital, não há salário justo e o trabalhador será sempre explorado.
Como esse princípio básico do capitalismo se aplica onde quer que o sistema se imponha, as personagens da peça são despersonalizadas, de modo a receber nomes como Desgraçado, Capitalista, Vendedor etc., de acordo com a posição ocupada na estrutura econômica. As situações em que estas personagens se encontram demonstram a falácia do discurso daqueles que afirmam ter subido “com o suor de seu rosto”, ou por “comprar barato e vender caro”.
Em outras cenas, como aquela em que os Desgraçados tentam adquirir mercadorias com vales referentes à jornada de trabalho, se percebe que o tempo de trabalho exercido é remunerado apenas em parte. O restante vai para o patrão. A conclusão dos Desgraçados é que toda luta dos trabalhadores na verdade consiste em combater o capitalismo, na medida em que o regime se fundamenta na exploração.


terça-feira, 10 de abril de 2012

LEITURA DRAMÁTICA

 


LEITURA DRAMÁTICA NA BIBLIOTECA DA UNESP



dia 17 de abril, terça-feira, às 17 horas: leitura de

Revolução na América do Sul, de Augusto Boal

Local: hall da biblioteca do câmpus 1 da UNESP de Marília

Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – fones 3402.1334/1335



Com o apoio do departamento de Filosofia e do programa de pós-graduação em Filosofia, a biblioteca da Facudade de Filosofia e Ciências, câmpus de Marília da UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, promove, durante todo o ano de 2012, um ciclo de Leituras Dramáticas.

O ciclo consiste em leituras abertas de peças teatrais brasileiras, realizadas mensalmente no hall da biblioteca, às 17:00.

Tem como finalidade divulgar, junto à comunidade acadêmica e ao público em geral, textos de teatro que, na segunda metade do século XX, buscaram pensar a política e a economia brasileiras em correlação com movimentos de esquerda de âmbito mundial.

Dentro do ciclo, há quatro espetáculos musicais – Show Opinião, Arena conta Zumbi, Arena conta Tiradentes e Roda-viva –, que terão as canções interpretadas ao vivo pela OUT (Orquestra Unespiana de Transgressões). As leituras serão realizadas por alunos dos cursos de Filosofia, Pedagogia, Fonoaudiologia e funcionários da administração desta unidade, sob supervisão da profª drª Ana Portich, do departamento de Filosofia da UNESP.



Ficha Técnica

Elenco
Aline Oliveira
Deise Giovanini
Herbert Barros
Leandro Custódio
Luís Paulo
Milena Fraga
Renata Piovan
Toninho Oliveira

Direção das leituras

            Ana Portich






OUT – Orquestra Unespiana de Transgressões

Lúcio Prado: contrabaixo e direção musical

Amanda Veloso: guitarra

Renata Silva: bateria

Fernando Funahashi: cavaquinho

Rafael Bob: violão





Horários e Cronograma: terças-feiras, às 17:00.

  1. 20 de março: Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
  2. 17 de abril: Revolução na América do Sul, de Augusto Boal.
  3. 15 de maio: A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho.
  4. 19 de junho: Show Opinião, Teatro de Arena.
  5. 21 de agosto: Arena conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.
  6. 18 de setembro: Arena conta Tiradentes, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.
  7. 16 de outubro: O rei da vela, de Oswald de Andrade.
  8. 20 de novembro: Roda-viva, de Chico Buarque de Hollanda.



Sinopse de Revolução na América do Sul, de Augusto Boal

Em 1960 estréia no Rio de Janeiro mais esta produção do Teatro de Arena – que dois anos antes havia apresentado Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Ambas as peças têm operários como protagonistas, no entanto Revolução na América do Sul se distingue da forma dramática adotada por Guarnieri, ao optar pela estrutura do teatro de revista, numa sucessão de episódios que permitem compreender, mais do que seus conflitos psicológicos, as razões político-econômicas determinantes para o empobrecimento do trabalhador brasileiro.

Apresentando uma série de esquetes circenses, Augusto Boal faz com que o espectador acompanhe a trajetória de José da Silva na tentativa de conseguir um salário que lhe permita ao menos comer. Entram em cena seu colega de trabalho, seu patrão, sua mulher, um comerciante de quem tenta comprar alimentos, políticos, médicos, a imprensa, personagens alegóricos tais como o Anjo imperialista e toda uma gama de tipos empenhados mais na manutenção do status quo (portanto na contra-revolução), do que na revolução, ou no fim da exploração do trabalhador pelos detentores do capital.